02/07/2019

Teje presa, ararinha

Teje presa, ararinha

Bolsonaro acha que os militares são a solução para tudo. Educação? Escolas militares. Infraestrutura? Obras tocadas por militares. Animais em extinção? Pois é. Como bom seguidor do presidente, o antiministro Ricardo Salles decidiu militarizar o comando do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), nomeando quatro militares para a diretoria da autarquia. Foi só o começo. Agora o órgão está recrutando policiais militares inativos, nos batalhões ambientais, para chefiar as unidades de conservação. A medida fere uma portaria do MMA e do ICMBio que obriga que a seleção dos chefes de unidade seja feita por um comitê formado por especialistas em diretrizes técnicas – e o ICMBio tem um corpo técnico ultra qualificado. O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses vai ser a primeira unidade a ter um PM na chefia.

Quer saber de algo patético?
O militar que chefia o ICMBio proibiu os chefes de unidades de conservação de conversar com o jornalista André Trigueiro, especialista em meio ambiente

Quer se lamentar?
Em junho a Amazônia perdeu uma área de florestas equivalente a duas vezes a da cidade de Belo Horizonte

Quer ler ao menos uma notícia boa ligada ao meio ambiente?
Hoje estreia Aruanas, minissérie patrocinada pelo Greenpeace e por outras ongs, que conta a história de três ativistas investigando crimes ambientais na Amazônia

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