9.197 escolas afetadas pelos cortess

16/07/2019
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Educação em risco

O desmonte na educação promovido pelo governo Bolsonaro não está restrito ao Ensino Superior. O MEC deixou de repassar parte das verbas destinadas à educação básica. No ano passado, por exemplo, foram repassados R$ 399,6 milhões para 9.197 escolas públicas, através do Programa Dinheiro Direto na Escola. Neste ano, o repasse foi zero. A falta de recursos compromete a meta do Plano Nacional de Educação de ter ao menos 25% dos alunos estudando em tempo integral até 2024 (atualmente, o número está em cerca de 15%). Também não foram repassadas verbas para obras de acessibilidade, fornecimento de água, instalação de internet e apoio a escolas rurais. A falta de recursos vai na contramão da promessa do ministro da Educação, Abraham Weintraub, de que a alfabetização seria prioridade de sua gestão – discurso também repetido por Bolsonaro durante a campanha.

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Weintraub quer revisar a meta de investir 10% do PIB na educação

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Pinóquio ambiental

Na semana retrasada, Ricardo Salles abusou novamente de informações falsas durante uma entrevista a um programa de TV. Salles afirmou que o Brasil tem 5.000.000 de km² da Amazônia, e que apenas 8.000 km² teriam sido desmatados no ano passado, “o que dá 0,002%”, ou quase “um desmatamento percentual zero”. O percentual correto é 0,16%, e esse valor está longe de ser celebrado, como chamou atenção o Observatório do Clima, que também checou outras declarações de Salles. O antiministro disse que o Brasil é um exemplo de conservação, quando na verdade ocupa a 96ª posição no ranking mundial (que tem 180 países). Salles também mentiu ao dizer que a Europa não vai cumprir o Acordo de Paris (alguns países chegaram a aumentar a meta) e ao dizer que os EUA acabaram com suas florestas (o país tem 66% de áreas naturais e de vegetação nativa).

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A performance do antiministro resultou em uma crítica contundente da jornalista Míriam Leitão

Minha arma, minha vida

O número de porte de armas e de armas registradas em 2019 aumentou. A categoria de caçadores, atiradores e colecionadores (conhecida por CAC) aumentou 32%, entre janeiro e maio de  2019, se comparado ao mesmo período do ano passado. O número de armas registradas também aumentou: foram 25.010 neste ano, contra 20.641 no ano passado. A categoria vem crescendo graças a mudanças na regulamentação promovidas desde 2017 por Michel Temer – um aperitivo do que ocorreria neste ano, com os decretos belicistas de Jair Bolsonaro. Um deles aumentou o número de armas que alguém pode ter em casa de 16 para 60.

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Os CAC já estão comprando mais munição que as Forças Armadas

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