Autódromo de Bolsonaro no Rio custa a vida de 180 mil árvoress

23/05/2019
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Jair Bolsonaro a 300 km por hora

Se engana quem pensa que a obsessão de Bolsonaro com a destruição das florestas está restrita à Amazônia. Decidido a trazer o Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1 para o Rio de Janeiro em 2020, o presidente tem endossado a construção de um autódromo no bairro de Deodoro, um subúrbio carioca onde fica a Vila Militar. Detalhe: para que isso aconteça, será necessário derrubar 180 mil árvores da floresta do Camboatá – ou 75% dos 201 hectares onde vivem espécies ameaçadas, como o pau-brasil e o jacarandá-da-bahia. O Ministério Público Federal anexou o estudo de impacto ambiental à liminar que tenta suspender a licitação para a obra. O projeto, que está orçado em R$ 697 milhões, seria financiado pela iniciativa privada.

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A prefeitura já anunciou a empresa vencedora da licitação, mas ainda não há data para começo das obras

MP 870 aprovada com ressalvas

Ontem a Câmara votou em plenário as mudanças feitas pela comissão especial na MP 870, aquela que desenhou a estrutura do governo Bolsonaro. A votação foi tensa, porque colocou em jogo a manutenção ou não do Coaf no ministério da Justiça (terminou em derrota para o ministro Sérgio Moro, com o órgão voltando para o ministério da Economia). A Câmara também decidiu que a Funai retorna para a estrutura do ministério da Justiça, deixando a pasta da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, onde havia sido alocada por Bolsonaro. Além disso, a autarquia volta a ser responsável pela política de demarcação de terras indígenas, que tinha sido passada para a Agricultura. A MP volta à Câmara no dia 28 para votação dos seus últimos temas, e ainda precisa ser votada no Senado até o dia 3 de junho.

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Veja quais foram os principais pontos da MP 870 votados na Câmara ontem

Bons sinais de fumaça

A Advocacia Geral da União está movendo uma ação civil pública contra a indústria de cigarros, em que cobra o ressarcimento dos gastos públicos com o tratamento de doenças relacionadas ao tabagismo. A AGU listou 26 doenças causadas pelo contato com a fumaça do cigarro, para estimar o valor da quantia a ser paga pelas empresas. O câncer de pulmão, por exemplo, é causado pelo cigarro em 90% das ocorrências. A Philip Morris e a Souza Cruz são os alvos da ação, porque representam 90% do mercado de cigarros do Brasil. Agora cabe à 1ª Vara Federal de Porto Alegre decidir se acata ou não a ação.

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Uma pesquisa de 2017 mostrou que o tabagismo custa R$ 56,9 bilhões por ano ao Brasil

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O SUS oferece um tratamento para quem quer largar o cigarro

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