Osmar Terra em guerra contra o canabidiols

25/07/2019
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Perigo: Canibidiol!

A Anvisa estuda liberar a plantação de maconha para o uso medicinal do canabidiol, um dos seus princípios ativos, usado no tratamento de epilepsia e esclerose múltipla. Os laboratórios teriam que ter restrições de segurança, com a produção feita em ambiente fechado, acessado por biometria, protegido por sistema duplo de porta, janelas lacradas e paredes feitas de material resistente. O canabidiol já é usado no Brasil por cerca de 6 mil pessoas, que obtiveram autorização da Anvisa para importá-lo. A produção nacional diminuiria o custo dos tratamentos, mas Osmar Terra, o ministro da Cidadania que renega o valor de pesquisas científicas, disse que prefere a Anvisa fechada a vê-la liberando a maconha para fins medicinais (por sorte, ele não tem ingerência sobre o órgão, que responde ao Ministério da Saúde). Para Terra, a liberação da produção medicinal de maconha levaria a uma liberação posterior do uso recreativo de drogas.

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A cruzada do ministro contra o canabidiol ficou mais intensa depois que ele recebeu representantes de um laboratório que pretende fabricar um produto sintético concorrente

O guarda da esquina

Bolsonaro esteve hoje em Manaus para uma reunião na Zona Franca, e foi recebido por uma manifestação organizada por movimentos sociais e sindicatos da região. Até aí morreu Neves. O fato estranho é que no começo da semana, três agentes da Polícia Rodoviária Federal invadiram um sindicato, armados, dizendo que iriam acompanhar a reunião de planejamento da manifestação. Os policiais disseram seguir ordens do Exército – que, por sua vez, negou a informação. Como a livre manifestação é um direito assegurado pela Constituição, o Ministério Público Federal do Amazonas vai investigar o caso. A abordagem dos policiais foi tratada pelo sindicato como uma “clara tentativa de intimidação”.

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Entenda porque devemos nos preocupar com o guarda da esquina

Licenciamento afrouxado

O Deputado Kim Kataguiri (DEM-SP) liberou a terceira versão do relatório do Grupo de Trabalho da Câmara dos Deputados que está discutindo mudanças na lei de licenciamento ambiental. O deputado chegou a sinalizar que apoiaria medidas que buscassem a proteção do meio ambiente, mas aparentemente voltou atrás no relatório. O texto afrouxa as exigências de licenciamento para empreendimentos agropecuários, dispensando a necessidade do documento para obras de modernização e de infraestrutura de transporte dentro das propriedades rurais. Em paralelo, quilombolas e indígenas devem ser prejudicados, já que só poderiam opinar em processos de licenciamento em terras tituladas (e muitas terras onde eles vivem ainda estão em processo de demarcação). O texto ainda não é definitivo, mas vai servir de base para o projeto de lei a ser votado pelo plenário da Câmara.

Quer se manifestar?
Escreva para o deputado federal Kim Kataguiri
https://twitter.com/kimpkat

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