Senadores podem derrubar o decreto das armass

18/06/2019
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Hora de pressionar

Hoje é dia de pressionar seu senador. É que o plenário do Senado vai votar um Projeto de Decreto Legislativo, de autoria do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que susta outro decreto – aquele presidencial, assinado em maio, que liberou geral o porte de armas. Na semana passada, a CCJ do Senado votou contra a medida publicada por Jair Bolsonaro. A expectativa, portanto, é que o plenário confirme o voto da comissão, mas não custa pressionar (depois, o projeto ainda precisará ser votado na Câmara).

Quer pressionar?
Assine essa petição, endereçada a todos os 81 senadores, contrária ao descontrole das arma

Tortura financiada

O governo federal está financiando cinco comunidades terapêuticas religiosas para dependentes químicos que foram denunciadas por maus-tratos. As acusações versam sobre isolamento da família, prisão em quartos, trabalho forçado, violação de correspondência, punição a quem se ausenta dos cultos, e alta mediante conversão religiosa. Os maus-tratos foram identificados pelo Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura (aquele que Bolsonaro dissolveu na semana passada). As comunidades terapêuticas são parte fundamental da política retrógrada do governo no combate à dependência química; as cinco instituições denunciadas vão receber R$ 2 milhões neste ano.

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Entenda como funciona a nova política nacional de drogas implementada pelo governo

Quer entender melhor sobre as comunidades terapêuticas?
O Greg News tem um programa sobre o assunto

Ouro de tolo

Desde setembro do ano passado o estado de Roraima exportou 194 quilos de ouro para a Índia, o que gerou uma receita de R$ 30 milhões. O único senão é que, de acordo com a Agência Nacional de Mineração, não havia nenhuma mina de ouro operando no estado. Ou seja: o ouro estaria sendo extraído de forma ilegal, possivelmente da Terra Indígena Yanomami, onde haveria cerca de 10 mil garimpeiros operando sem autorização, de acordo com a Funai. Em maio, lideranças Yanomami denunciaram ao MPF a invasão de garimpeiros em suas terras.

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Um estudo divulgado no final do ano passado mostrou que 453 garimpos ilegais estavam operando na Amazônia brasileira

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