Sergio Moro entrou no grupos

19/03/2019
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Morozap

O ministro da Justiça, Sergio Moro, está no EUA acompanhando o chefe na visita oficial a Donald Trump. Moro vai aproveitar a oportunidade para se aproximar do Departamento de Justiça norte-americano, na esperança de firmar um acordo que o permita acessar dados de usuários de Facebook e WhatsApp sem necessidade de autorização judicial. Alega que o acesso a esses dados poderia facilitar investigações – o que é verdade -, mas a abertura irrestrita pode abrir um grave precedente, fazendo com que o poder Executivo tenha o direito de policiar as mensagens sabe de quem? As suas, e de qualquer cidadão. O WhatsApp afirma que não tem como disponibilizar o conteúdo das mensagens, já que elas são criptografadas.

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Uma proposta do CNJ quer obrigar o WhatsApp a disponibilizar os dados das mensagens, sob a ameaça de banir o aplicativo do país

Deus, o educador supremo

O ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, demitiu o secretário executivo do MEC, Luiz Antônio Tozi – mais uma mudança feita por pressão do digital influencer Olavo de Carvalho, que acusou um enfraquecimento do grupo formado por seus alunos na pasta. Para o lugar de Tozi, Vélez indicou Iolene Lima, educadora evangélica que apareceu em um vídeo defendendo a educação “sob a ótica de Deus” (“A geografia é criação de Deus”, “A matemática é a criação perfeita de Deus”, e por aí vai…). Enquanto isso o MEC segue parado, sem projetos ou ações executivas (quer dizer, salvo pela vez em que Vélez pediu que as escolas filmassem os alunos cantando o hino e repetindo o slogan de campanha de Bolsonaro). O atraso na assinatura de contratos já atrasou a entrega de 10 milhões de livros para as escolas públicas.

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Leia um perfil da nova secretária executiva do MEC, Iolene Lima

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Pressione o ministro Vélez Rodríguez
https://twitter.com/ricardovelez

Mel azedo

A abelha tem um papel fundamental no equilíbrio ecológico, por ser a principal responsável pela polinização e portanto, pela reprodução das plantas. Daí a preocupação diante do fato de que tenham sido encontradas mais de 500 milhões de abelhas mortas desde dezembro. Os óbitos foram registrados em São Paulo, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, e dentro de criações (ou seja, o número pode ser maior se considerarmos as possíveis de mortes de abelhas silvestres). Especialistas acreditam que a causa-mortis seja o contato das abelhas com os agrotóxicos neonicotinoides – que contaminam toda a planta, da semente ao pólen – e com o Fipronil – que é proibido na Europa há mais de 10 anos. A morte das abelhas pode trazer prejuízos imediatos, já que o Brasil é o oitavo produtor mundial de mel. Mas há um cenário mais grave, visto que 60% das 141 espécies de plantas cultivadas para alimentação humana e animal, no país, dependem em certo grau da polinização das abelhas.

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Tramita na Câmara um programa para restringir o uso de agrotóxicos, o PNaRA

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