Sete bancos na mira do Ministério Públicos

19/06/2019
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Débito ou crédito

O Ministério Público do Trabalho está movendo ações contra os principais bancos do país.  Banco do Brasil, Bradesco e Santander são acusados de conceder crédito a empresas formalmente acusadas de violar direitos humanos, por constarem na lista suja do trabalho escravo (segundo o levantamento do MPT, os bancos teriam autorizado uma média de quatro empréstimos, no ano de 2017, a algumas das empresas presentes na lista). Já o BTG Pactual, a Caixa Econômica Federal, o Itaú e o Safra vão responder por não conseguir comprovar que têm mecanismos internos para proibir contratos com empresas socialmente irresponsáveis – o que contraria uma resolução Conselho Monetário Nacional.

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Saiba quais empresas estão na versão mais atualizada da lista suja do trabalho escravo

Wilson nas alturas

O ex-juiz federal e governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, parece estar em disputa com o presidente da República para ver quem defende delinquência maior. Se um ganha fama fazendo arminha com a mão, o outro embarca num helicóptero da polícia, que atira de verdade contra uma favela do estado que governa. Se um defende armar o “cidadão de bem” – talvez para criar sua própria milícia civil? -, o outro defende jogar um míssil (!!!) no “cidadão de mal” – talvez por estar achando pouco eficiente o uso (inconstitucional) de snipers. Pois de tanto desafiar o mestre, a fama de Witzel chegou ao Ministério Público Federal, que decidiu que os crimes cometidos por atiradores em helicópteros vão sair da instância estadual e passar para sua alçada. A decisão partiu de uma preocupação com o uso excessivo de força por parte do estado.

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A declaração de Witzel levou o PSOL a ajuizar uma ação contra o governador no STF

Faroeste

Por falar em mandatários e armas, o Ministério Público Federal também decidiu investigar o prefeito da cidade paraense de Itaituba, Valmir Climaco (MDB), que, segundo testemunhas, teria ameaçado incitar a população a receber fiscais da Funai “à bala”. A história começou quando a Funai formou um grupo de trabalho para a delimitação de terras indígenas na região – o que incluía fazer um cadastro dos proprietários, informando que suas terras passariam por estudos para aventar a possibilidade de demarcação. Mas o prefeito interpretou o estudo como invasão de propriedade – o que teria gerado a ameaça, durante uma reunião com a Funai (que por sua vez, suspendeu o trabalho e pediu escolta da Polícia Federal). Não custa lembrar que na semana retrasada, o presidente da autarquia foi demitido por pressão dos ruralistas.

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Entenda como é o processo de demarcação de uma Terra Indígena

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