Três derrotas para o governo Bolsonaros

13/06/2019
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PARA NOOOOOOSSA ALEGRIIIIIA

Dois dias atrás, MemeNews noticiou que a Comissão de Constituição e Justiça do Senado daria um parecer sobre seis decretos legislativos que tentavam inviabilizar os famosos decretos das armas, assinados pelo presidente Jair Bolsonaro – aqueles que fizeram o porte e a posse dar em árvore, como se fosse banana. Para noooooossa alegriiiia, a CCJ votou contra o parecer do senador Marcos do Val (Cidadania-ES), que defendia a manutenção dos decretos presidenciais. Agora, os textos apresentados pelo Legislativo ganham força para a votação no plenário do Senado, que deve ocorrer na próxima semana.

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O ministro da Justiça, Sérgio Russo (quer dizer, Moro), acha que o porte de armas não é uma política de segurança pública

PARA NOOOOOOSSA CIDADANIIIIIA

Por falar nesse tema, o presidente Jair Bolsonaro publicou outro decreto, em abril, extinguindo os conselhos públicos consultivos ligados à administração federal (em outras palavras: extinguindo conselhos do meio ambiente, da educação e da promoção aos direitos humanos, que tinham participação ativa da sociedade civil). A decisão foi contestada pelo PT no STF, que ontem colocou o tema para votação em plenário. Para noooooossa alegriiiia – parte II, nove dos onze ministros decidiram que um presidente não pode extinguir conselhos que tenham sido criados por lei, através do Congresso. O alcance da decisão só vai ser decidido no final do julgamento, que deve ocorrer hoje; essa foi primeira vez que o plenário do Supremo avaliou a legalidade de uma medida do presidente.

Quer saber mais?
Saiba o que está em jogo na luta pela manutenção dos conselhos

PARA NOOOOOOSSA ECOLOGIIIIIA

O Fundo Amazônia é uma iniciativa governamental criada em 2008 para receber doações voltadas à preservação da floresta. Noruega e Alemanha já doaram US$ 1,2 bilhão de dólares (ou 99% do montante arrecadado), recurso que ficou sob a gestão do BNDES. Desde que ingressou no governo Bolsonaro, o antiministro Ricardo Salles – aquele que nunca havia ido à Amazônia até ser ministro do Meio Ambiente – tem se esforçado para destruir o fundo. Primeiro tentou atacar sua credibilidade, indo pessoalmente averiguar contratos no BNDES.  Depois, tentou usar o dinheiro para indenizar desapropriações na área da Amazônia Legal. Nesta semana, para noooooossa alegriiiiia – parte III, Alemanha e Noruega negaram o pedido de mudança nas regras da gestão do dinheiro. Em 2018, a Noruega já havia cortado pela metade o valor doado, porque o Brasil não cumprira as metas de combate ao desmatamento.

Quer se manifestar?
Questione o antiministro no Twitter
https://twitter.com/rsallesmma

Ficou com saudade do grande sucesso do YouTube?
Reveja, para suuuuua alegriiiia…

E por falar em Noruega e YouTube…
Não custa relembrar o technoviking

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