Witzel copia Bolsonaro, e parte contra a universidades

22/05/2019
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Reitor Witzel

Wilson Witzel decidiu seguir os passos do seu guia moral, Jair Bolsonaro, perseguindo também as universidades que estão sob a sua responsabilidade. Em março, a secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Rio enviou um ofício a três universidades estaduais -a Uerj, a Uenf (do Norte Fluminense) e a Uezo (da Zona Oeste) – determinando que toda demanda da imprensa seja informada à secretaria, para que as respostas sigam um “único discurso”. Ou seja: as instituições que foram criadas para semear o pensamento agora só podem ter o mesmo pensamento – que nem de dentro delas vem.

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Witzel também quer interferir no processo de escolha de reitores das universidades estaduais

Crime anunciado

A Vale está próxima de cometer mais um crime. Dessa vez é na cidade de Barão de Cocais, em Minas Gerais. A parede de contenção da parte norte da Mina Gongo Soco, que está se movendo de 6 a 10 centímetros por dia, deve se romper. Caso isso ocorra, o deslocamento de rejeitos pode derrubar também a barragem Sul, o que faria a lama chegar na cidade. A Defesa Civil está monitorando a barragem, e montou um plano de evacuação, além de marcar com tinta laranja a parte do município que corre mais risco, onde moram 6.054 pessoas. Uma dessas pessoas é Isabel Cristina Batista, que precisou deixar sua casa, em fevereiro, depois de um alarme da Vale. Ela, os pais, a irmã e o filho passaram 57 dias num hotel, e agora vivem numa casa alugada, esperando que a lama destrua a antiga propriedade. A prevenção pode evitar mortes, mas não evita que as pessoas vivam “com uma espada sobre a cabeça”, como descreveu Cristina Maria Pena, que parou de tomar seus remédios para dormir para evitar o risco de não acordar caso as sirenes toquem de madrugada.

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A Vale levou quase três anos para começar a pagar as indenizações das vítimas em Mariana

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São 45 barragens que colocam 3,5 milhões de pessoas em risco, segundo a Folha

Não é apenas um nome

Um decreto presidencial (mais um!) publicado na semana passada mudou a estrutura do Ministério da Saúde. O Departamento de IST, Aids e Hepatites Virais foi extinto, dando lugar ao Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis. Parece apenas uma mudança de nome, mas uma carta, assinada por seis organizações sociais, explicou que a novidade pode ser usada para  dar fim ao programa brasileiro de combate à aids, que é referência mundial por oferecer tratamento antirretroviral gratuito.

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O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, já questionou os efeitos da campanha de prevenção contra a aids

Quer se manifestar?
Questione o ministro da Saúde
https://twitter.com/lhmandetta

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