Três notas sobre seus direitos de consumidors

03/04/2019
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Nota dos editores

Toda sexta, MemeNews publica uma edição especial, em parceria com ONGs, institutos e agências. A de hoje, sobre direitos do consumidor, teve curadoria e edição do Idec.

Reclames do plim plim

O Idec divulgou na semana passada o seu levantamento anual de queixas dos consumidores. Na ponta, pelo sétimo ano consecutivo, estão os planos de saúde, responsáveis por 30% das reclamações – mais da metade motivada por reajuste abusivo. Em segundo lugar vêm os serviços financeiros, como bancos e cartões de crédito, acusados de faltar com informações, de cobrar tarifas abusivas e de dificultar o cancelamento de serviços. A plataforma consumidor.gov.br, do Ministério da Justiça, também divulgou seu ranking, feito com dados da sua base e dos Procons de todo o país. Lá as campeãs do atendimento ruim foram as empresas de telefonia, com mais de 40% das reclamações registradas.

Quer reclamar também?
Conheça o consumidor.gov.br

0800

Você sabe quanto o seu banco te cobrou de tarifas em 2018? Não? Sabe que ele tinha o dever de de te dar essa informação até o dia 27 de fevereiro? E sabe que ele também tem a obrigação de te oferecer um pacote de serviços gratuitos? É importante ter isso em mente, já que as tarifas bancárias são o principal motivo de queixa dos consumidores de serviços financeiros. O pacote gratuito, por exemplo, decorre de uma resolução do Banco Central, que obriga os bancos a oferecerem quatro saques, dois extratos, duas transferências e um número ilimitado de consultas pela internet. Caso isso não esteja ocorrendo, você pode fazer uma queixa ao Banco Central, ao Ministério da Justiça ou no Procon da sua cidade.

Quer saber mais?
Existe um caminho simples para quem deseja mudar de banco

Para corações fortes

Jorgina Monteiro era cliente de um plano de saúde há mais de 20 anos. Um dia, ao completar 49 anos de idade, recebeu o boleto de pagamento – mas com o valor reajustado em 150%. A Agência Nacional de Saúde, órgão que regula os planos, permite que sejam feitos três tipos de reajustes: anual, por faixa etária e por sinistralidade (se a operadora alega que o consumidor usou o plano mais do que o previsto). O Idec dá três dicas importantes na hora de questionar aumentos não previstos. Primeira: leia o contrato, e verifique os pontos relativos a reajustes. Segunda: questione a operadora; ela tem a obrigação de te responder. Terceira: se a resposta não estiver a contento, entre em contato com a ANS. Graças às dicas, Jorgina conseguiu resolver seu caso sem precisar acionar judicialmente a operadora.

Quer saber mais?
Os planos de saúde individuais vão seguir um novo índice de reajuste a partir de abril

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